Plano Safra 2026/27 entra em uma nova fase com a autorização das operações de crédito com juros equalizados, permitindo que produtores rurais e cooperativas tenham acesso às principais linhas de financiamento da temporada.
O Plano Safra 2026/27 deu um passo decisivo para sua efetiva implementação. O governo federal publicou a portaria que autoriza o pagamento da equalização das taxas de juros das operações de crédito rural, medida que permite aos bancos e cooperativas financeiras iniciar a contratação das linhas subsidiadas previstas para a safra 2026/27. Na prática, a decisão destrava o acesso dos produtores aos financiamentos com participação do Tesouro Nacional, considerados fundamentais para o custeio, os investimentos e a comercialização da produção agropecuária.
A publicação da norma era aguardada pelo setor desde o lançamento do Plano Safra, no fim de junho. Sem ela, as instituições financeiras não podiam liberar recursos das linhas com juros equalizados, o que vinha gerando preocupação entre produtores em pleno período de planejamento e implantação da nova safra. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp Robô alimenta vacas a cada hora e assume um dos trabalhos mais pesados da fazenda; conheça Robô alimenta vacas a cada hora e assume um dos trabalhos mais pesados da fazenda; conheça O que muda para os produtores
A equalização de juros é o mecanismo pelo qual o governo federal paga às instituições financeiras a diferença entre a taxa praticada no mercado e a taxa reduzida oferecida aos produtores rurais.
Com a regulamentação publicada pelo Ministério da Fazenda, bancos e cooperativas passam a ter autorização para contratar operações com recursos subsidiados, ampliando o acesso ao crédito rural em condições mais favoráveis.
Para produtores que já aguardavam a abertura das linhas, a medida representa a possibilidade de financiar despesas com custeio, aquisição de máquinas, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica e outros investimentos previstos no Plano Safra. Mais de R$ 141 bilhões terão juros equalizados
A portaria prevê R$ 141,9 bilhões em operações com juros equalizados, distribuídos entre agricultura empresarial e agricultura familiar.
Desse total, R$ 97,56 bilhões serão destinados aos produtores empresariais, com taxas de juros variando entre 8% e 12,5% ao ano. Outros R$ 44,36 bilhões atenderão a agricultura familiar, com juros entre 0,5% e 7,5% ao ano, conforme a linha de financiamento. Além disso, foram reservados R$ 544,3 milhões para operações de capital de giro destinadas às cooperativas agropecuárias.
Ao todo, 26 instituições financeiras foram habilitadas para operar os recursos equalizados nesta safra, número superior ao registrado no ciclo anterior. Entre as estreantes estão Banco ABC Brasil, Banco BMG, Banco BV, Santander e a Lar Credi Cooperativa de Crédito. Publicação encerra expectativa do setor
A regulamentação era considerada uma das etapas mais importantes para colocar o Plano Safra em funcionamento.
Embora o programa tenha sido anunciado oficialmente no fim de junho, produtores, cooperativas e agentes financeiros aguardavam a publicação da portaria para iniciar efetivamente as contratações das linhas subsidiadas. A demora vinha sendo alvo de preocupação de entidades do agronegócio, principalmente em razão do calendário de plantio de diversas culturas e da necessidade de capitalização das propriedades rurais.
Com a medida, a expectativa é de que o fluxo de contratação de crédito se intensifique nas próximas semanas, permitindo que os recursos cheguem ao campo em um momento estratégico para o início da safra. Crédito é peça-chave para a nova temporada
O Plano Safra continua sendo o principal instrumento de financiamento da agropecuária brasileira e exerce influência direta sobre os investimentos realizados dentro das propriedades rurais.
A liberação das operações com juros equalizados representa mais do que uma etapa burocrática: ela marca o início efetivo da oferta das linhas de crédito que sustentam boa parte da produção nacional.
Para o setor, a expectativa agora é que a contratação dos financiamentos ocorra com agilidade, garantindo aos produtores condições de investir em tecnologia, ampliar a produtividade e conduzir a safra 2026/27 com maior segurança financeira.
*Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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