Alvo da PF, deputado diz que dinheiro seria para pagar despesas de fazenda
Alvo de mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (25/9) dentro da Operação Jogo Limpo, deflagrada pela Polícia Federal, o deputado estadual e candidato à reeleição, Marcio Fernandes (PL), disse que o dinheiro apreendido com ele seria para o pagamento de despesas de propriedades rurais.
De acordo com a comunicação do parlamentar, ele foi abordado por agentes da PF por volta de 11h, após sacar, em uma agência do Banco do Brasil na capital, a quantia de R$ 100 mil.
“Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal. O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais”, disse em nota a assessoria de Marcio.
Logo após a abordagem, o legislador acompanhou os policiais no cumprimento das determinações na residência e no comitê de campanha dele.
A ação terminou com a apreensão das cédulas, além do aparelho de telefone celular e um pendrive com arquivos de outras campanhas que estava no imóvel residencial.
Já no comitê, os agentes levaram dois HD’s externos, dois notebooks e material gráfico. Ainda conforme o parlamentar, “nada de irregular foi encontrado nos locais”.
Apesar do valor relatado por Marcio Fernandes ter sido de R$ 100 mil, segundo a imprensa da capital, a quantia encontrada durante toda a ação pode superar os R$ 250 mil. O valor teria sido relatado por fontes da Polícia Federal.
Operação

Policiais federais com dinheiro apreendido com deputado estadual - Foto: Divulgação
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (25/9) dois mandados de busca e apreensão em imóveis relacionados ao deputado Marcio Fernandes, no âmbito da Operação Jogo Limpo, que investiga a possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral.
Durante as diligências, policiais federais apreenderam dinheiro em espécie, que será contabilizado, além de apuradas a origem e a eventual destinação dos valores.
“O inquérito policial apura movimentações financeiras que poderiam estar relacionadas ao financiamento irregular de campanha e ao aliciamento de eleitores durante as Eleições 2026”, diz em material distribuído à imprensa a PF.
Por Adriano Moretto

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