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Operação Modo Avião usa tecnologia para caçar celulares em presídios de MS

Operação Modo Avião usa tecnologia para caçar celulares em presídios de MS

Tecnologia capaz de detectar sinais de celulares em um raio de até 100 metros passou a reforçar o combate à comunicação irregular dentro das unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. A ferramenta é utilizada na Operação Modo Avião, que, em setembro, chegou a oito estabelecimentos penitenciários do Estado.

A partir da identificação de sinais de telefonia móvel, as equipes conseguem apontar áreas com possível presença de aparelhos celulares e definir os locais que devem receber buscas, revistas e outras medidas de controle.

 

A operação é coordenada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), em conjunto com a DIPEN (Diretoria de Inteligência Penal) e a CGCINP/DIPEN/SENAPPEN (Coordenação-Geral de Contrainteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais).

 

A tecnologia integra uma estratégia permanente de prevenção e fiscalização dentro dos presídios. Além da identificação de sinais de telefonia, a Polícia Penal realiza operações de pente-fino, com inspeções em celas, galerias e áreas de segurança.

 

Somente em 2026, 67 grandes operações de vistoria já foram realizadas nas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul. Paralelamente, as equipes mantêm inspeções pontuais e periódicas nos diferentes estabelecimentos, conforme informações levantadas pelos setores operacional e de inteligência.

 

Os procedimentos visam localizar materiais proibidos, identificar vulnerabilidades e ampliar os mecanismos de controle. Com o uso do equipamento, os agentes conseguem mapear pontos considerados prioritários e direcionar as equipes para as áreas onde há indícios de utilização de aparelhos de comunicação.

A atuação conjunta entre a Agepen e a Senappen foi ampliada ao longo deste ano. Em março, a Operação Modo Avião passou por quatro unidades prisionais. Em junho, foram duas unidades. Já na etapa realizada em setembro, a ação alcançou oito estabelecimentos.

A combinação entre inteligência, tecnologia e atuação operacional permite adaptar as ações às características de cada unidade, direcionando os esforços para prevenção e resposta a possíveis irregularidades no ambiente prisional.

Estratégia permanente - Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência faz parte de uma estratégia contínua para fortalecer a segurança nas unidades.

 

Segundo ele, a identificação de vulnerabilidades permite direcionar as equipes e reforçar revistas e demais procedimentos de fiscalização.

Rodrigo também afirma que o trabalho busca impedir que os estabelecimentos prisionais sejam utilizados para comunicação e articulação de atividades criminosas. A estratégia, conforme o dirigente, reúne inteligência, tecnologia e ações de controle realizadas de maneira permanente.

 

A atuação contínua também permite à Polícia Penal antecipar riscos, identificar pontos vulneráveis e aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização, mantendo medidas de prevenção e enfrentamento às atividades ilícitas dentro do sistema prisional.

 

Campo Grande News

 

 

 

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