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Cármen Lúcia preserva a dignidade em um STF no fundo do poço

Pedido de desculpas contrasta com arrogância e disputas pessoais no plenário

Cármen Lúcia preserva a dignidade em um STF no fundo do poço

O Supremo Tribunal Federal deveria ser o último abrigo da Justiça, da serenidade e da confiança nas instituições. Na sessão de terça-feira, 15, porém, mostrou exatamente o contrário. O plenário da mais alta Corte do País virou palco de acusações, provocações, disputas pessoais e manobras processuais.

Foi uma demonstração degradante do fundo do poço a que chegou o STF.

Ministros discutiram, trocaram acusações e deixaram em segundo plano o que realmente interessava: esclarecer suspeitas graves e mostrar ao cidadão que ninguém está acima da lei — nem mesmo quem tem o poder de interpretá-la.

O julgamento deveria discutir a condução dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. Terminou suspenso por um pedido de vista, sem resposta sobre o mérito. Mais uma vez, o Supremo falou muito e explicou pouco.

Em meio ao espetáculo, Cármen Lúcia foi a voz que preservou alguma dignidade. A ministra reconheceu o constrangimento provocado pela própria Corte, disse estar envergonhada e pediu desculpas ao povo brasileiro.

“O Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade', afirmou.

O Supremo Tribunal Federal deveria ser o último abrigo da Justiça, da serenidade e da confiança nas instituições. Na sessão de terça-feira, 15, porém, mostrou exatamente o contrário. O plenário da mais alta Corte do País virou palco de acusações, provocações, disputas pessoais e manobras processuais.

Foi uma demonstração degradante do fundo do poço a que chegou o STF.

Ministros discutiram, trocaram acusações e deixaram em segundo plano o que realmente interessava: esclarecer suspeitas graves e mostrar ao cidadão que ninguém está acima da lei — nem mesmo quem tem o poder de interpretá-la.

O julgamento deveria discutir a condução dos casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master. Terminou suspenso por um pedido de vista, sem resposta sobre o mérito. Mais uma vez, o Supremo falou muito e explicou pouco.

Em meio ao espetáculo, Cármen Lúcia foi a voz que preservou alguma dignidade. A ministra reconheceu o constrangimento provocado pela própria Corte, disse estar envergonhada e pediu desculpas ao povo brasileiro.

“O Judiciário existe para tranquilizar o povo, e nós geramos intranquilidade', afirmou.

Na sessão que aprofundou a desmoralização da Corte, Cármen Lúcia foi a exceção. Não porque tenha resolvido a crise, mas porque teve coragem de admitir que ela existe. Diante de um tribunal consumido pela arrogância, foi a única a demonstrar respeito pelo País e pela cadeira que ocupa.

O pedido de desculpas da ministra merece reconhecimento. Agora, o Brasil precisa de algo maior: investigação independente, transparência absoluta e consequências para quem tiver ultrapassado os limites da lei.

Sem isso, o fundo do poço ainda poderá ter um alçapão.

*Artigo publicado no Campo Grande News

 

 

POR: JOSé CâNDIDO

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