Operação que indiciou 164 suspeitos de envolvimento com facção criminosa tem alvos em MS
Suspeitos foram denunciados pela 39ª Promotoria de Justiça de Santa Catarina após a Operação Coluna Sul, deflagrada pelo Gaeco
Mato Grosso do Sul está entre os seis estados-alvo da Operação Coluna Sul, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) de Santa Catarina. A ação, realizada simultaneamente em 30 cidades, identificou 164 suspeitos de envolvimento com uma organização criminosa.
Os investigados foram denunciados pela 39ª Promotoria de Justiça do Estado em uma ação que teve o maior número de indiciados já registrados pelo Mistério Público de Santa Catarina.
Na ocasião, foram cumpridos 132 mandados de busca e apreensão e realizadas 147 prisões, das quais oito foram em flagrante. Também foram apreendidos celulares, armas de fogo, munições, drogas, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Conforme a denúncia, que conta com 1.500 páginas, os 164 denunciados atuavam em funções diferentes distribuídas em 12 núcleos organizacionais da facção criminosa.
As investigações apontaram que 31 denunciados ocupavam níveis de alto escalão e comandavam as operações do grupo. Outros 74 tinham funções intermediárias de coordenação, disciplina ou gestão operacional. Outros 60 integrantes estavam na base da facção.
Segundo aponta o Ministério Público de Santa Catarina, além do envolvimento com a facção criminosa, 21 denunciados também são acusados de tráfico de drogas, e outros três foram denunciados por comércio ilegal de armas de fogo.
O Ministério Público também requereu a fixação de indenização mínima de R$ 200 mil por denunciado a título de reparação pelos danos morais coletivos.
Operação Coluna Sul
Considerada pelo Ministério Público de Santa Catarina como a maior ação já realizada pelo Gaeco no estado, a Operação Coluna Sul foi deflagrada em 1º de julho deste ano.
O objetivo era desarticular a facção criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.
As investigações apontam que a facção mantinha atividades em todo o país, seguindo uma estrutura organizada que eles denominavam de “Coluna Sul”, responsável pela coordenação das atividades em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
Denúncia do Ministério Público de Santa Catarina indica que o grupo seguia uma hierarquia definida e tinha setores especializados. As tarefas eram divididas desde recrutamento de integrantes, incluindo adolescentes, comunicação interna, controle disciplinar, administração financeira, logística de armamentos e articulação entre membros em liberdade e custodiados no sistema prisional.
A facção criminosa também utilizava grupos de mensagens para transmissão de ordens, compartilhamento de informações estratégicas, cadastramento de integrantes, realização de procedimentos internos de disciplina e coordenação das atividades da organização em diferentes regiões do estado.
Os grupos de mensagens serviam, ainda, para que os integrantes presos mantivessem contato com lideranças externas e participassem da gestão das atividades da facção.
A denúncia também aponta que o grupo utilizava um sistema próprio de controle de armamentos, com aquisição, cadastramento, armazenamento, manutenção e remanejamento de armas de fogo entre seus integrantes.
BATANEWS/MIDIAMAX

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