Igor Gustavo morreu enquanto estava na casa do pai e da madrasta
Nesta quinta-feira (6), o delegado Eduardo Meneses informou que o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, de 23 anos, e a companheira dele, Kathellen Moreira, de 23 anos, vão responder por homicídio duplamente qualificado e tortura pela morte de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. O casal foi preso durante a madrugada, em Palmas (TO).
Segundo o delegado, as investigações apontam que as lesões encontradas na região anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de violência extrema. De acordo com a polícia, esses ferimentos teriam sido usados como forma de tortura. A suspeita de violência sexual ainda não foi descartada e poderá ser reavaliada após a conclusão das perícias.
– O que a gente entendeu é que essas lacerações no ânus e no intestino fazem parte desse contexto de forte agressão. Então, foi um instrumento de meio de tortura – disse o delegado aos jornalistas.
– Se no laudo cadavérico houvesse apenas as lesões anais e intestinais, nós estaríamos diante de um crime de estupro seguido de morte. Como há, somado a essas lesões, lesões na cabeça e hemorragia interna, a gente afastou inicialmente a ocorrência de uma relação sexual – explicou.
A defesa de Igor Gustavo afirmou que ele colaborou com as autoridades desde o início e que sua apresentação à polícia foi previamente combinada para o cumprimento do mandado de prisão. Os advogados também disseram que não irão comentar detalhes do caso por causa do sigilo das investigações.
Já a defesa de Kathellen Moreira informou que recebeu com surpresa a decisão da prisão preventiva. Segundo a nota, será pedido que a medida seja substituída por cautelares menos severas ou por prisão domiciliar, alegando que ela é mãe de uma bebê de cinco meses, ainda em fase de amamentação.
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