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Estelionatário preso com 13 cartões comprou cachorros com cheques furtados em MS

Publicada em: 03/08/2026 10:36 -

Com histórico criminal que remonta à década de 1980, Saturnino Alves de Lima, preso no sábado (2), com 13 cartões em nome de terceiros já foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do SUl) por estelionato e furto cometidos no Bairro Jardim Jóquei Club, em Campo Grande. O homem, conhecido como “Tatu”, tem diversos processos, entre eles por usar um cheque furtado para comprar filhotes de cachorro e, na mesma ocasião, furtar o cartão bancário da proprietária dos animais.

 

Conforme a denúncia oferecida pela 61ª Promotoria de Justiça, o acusado foi até a casa da vítima, no dia 28 de janeiro de 2011,  após ela anunciar a venda de filhotes da raça Pinscher em um jornal. Saturnino negociou dois cães por R$ 400 e efetuou o pagamento com uma lâmina de cheque em nome de terceiro.

 

A moradora só descobriu o golpe ao tentar depositar o valor no banco, quando foi informada de que a folha era produto de furto. Além do prejuízo com os animais, a mulher deu falta de um cartão magnético mantido sobre a estante da sala, levado pelo estelionatário enquanto ele era atendido na residência.

Saturnino acabou localizado e preso pela Polícia Militar por força de um mandado de prisão em aberto decorrente de outros processos. Na abordagem, os policiais encontraram o cartão da vítima em posse do suspeito. Na delegacia, ele confessou os crimes e alegou que os filhotes acabaram morrendo de leishmaniose meses após a aquisição.

Em novembro do ano anterior, ele já havia cometido o mesmo golpe. Na ocasião, ele usou as lâminas de cheque para comprar um filhote de bulldog inglês no valor de R$ 2,2 mil. O golpe também só foi descoberto quando a vítima foi ao banco. Saturnino foi reconhecido por foto e denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Conforme os documentos, Saturnino foi condenado apenas no caso do pinscher, a um ano de reclusão em regime semiaberto. Já no processo do bulldog não há sentença.

Ficha extensa 

Os dois casos figuram entre os mais recentes na ficha criminal de Saturnino, no entanto, os registros encontrados no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) mostram que “Tatu” vem cometendo crimes desde a década de 80.

Conforme apurou o Campo Grande News, os primeiros registros do homem datam de 1987 e 1988 com crimes de furto. Em 1991 há o primeiro processo de estelionato e outras fraudes, seis anos depois uma condenação de 2 anos e 6 meses por receptação e uso de documento falso.

 

Na década seguinte, o primeiro registro é em 2002 por apropriação indébita e falsa identidade, com punibilidade extinta. No mesmo ano ele foi condenado por falsidade ideológica e furto. Em 2006, Saturnino foi sentenciado a 5 anos e 6 meses por furto.

Saturnino foi preso novamente na madrugada de sábado na região central de Campo Grande. Na ocasião, ele foi flagrado por equipe da GCM (Guarda Civil Metropolitana) dirigindo embriagado. “Tatu” foi pego realizando uma conversão proibida da Avenida Afonso Pena para a Avenida Ernesto Geisel.

Ao consultar os sistemas policiais, os guardas constataram que havia um mandado de prisão contra Saturnino, válido até 2036. Durante a abordagem, os agentes também perceberam sinais de embriaguez, como odor etílico, fala desconexa e olhos avermelhados. No interior do veículo havia ainda um copo com bebida alcoólica.

O motorista recusou fazer o teste do bafômetro. Como também não possuía CNH, o carro foi removido ao pátio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Na revista, os guardas encontraram uma carteira contendo uma CNH em nome de outra pessoa, R$ 200 em dinheiro, um telefone celular e 13 cartões bancários e de crédito pertencentes a terceiros.

A Polícia Civil apreendeu todo o material. Saturnino foi preso em flagrante e também teve o mandado de condenação por furto, já transitado em julgado, cumprido. Ele optou por ficar em silêncio durante o depoimento e teve a liberdade provisória concedida pelo juiz Albino Coimbra Neto, mediante pagamento de fiança no valor de R$ 2 mil.

No entanto, como ele teve o mandado de prisão expedido e cumprido pela condenação, ele permanecerá recolhido em estabelecimento prisional de regime fechado.

 

Campo Grande News

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