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Quatro cidades do Vale do Ivinhema compraram R$ 1,8 milhão em livros de editora investigada na Operação Gutenberg

Publicada em: 09/07/2026 14:04 -

Quatro prefeituras do Vale do Ivinhema contrataram, sem licitação, R$ 1.812.700,00 em livros paradidáticos da Editora Avante, empresa investigada na Operação Gutenberg, do Gaeco. Os contratos foram firmados por Ivinhema, Deodápolis, Novo Horizonte do Sul e Anaurilândia entre 2022 e 2026.

Na região, o caso também alcança o Codevale (Consórcio Público de Desenvolvimento do Vale do Ivinhema) por outro flanco. O consórcio informou que vai rescindir um contrato de R$ 120 mil com o advogado Gabriel Taquino de Paula, preso na operação. Segundo o próprio Codevale, o vínculo era de prestação de assessoria e consultoria jurídica ao consórcio e não tinha relação com os contratos firmados pelas prefeituras com a editora.

Entre os municípios da região, o maior valor foi contratado por Ivinhema, que firmou dois acordos em julho de 2022, somando R$ 874,1 mil. Em seguida aparece Deodápolis, com R$ 474,8 mil. Novo Horizonte do Sul contratou R$ 256,2 mil em maio de 2026. Já Anaurilândia fechou contrato de R$ 207,6 mil em abril de 2026.

Os quatro municípios aparecem na lista de prefeituras que compraram material da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços, também chamada de Editora Avante. Segundo reportagem do Campo Grande News, a empresa é alvo de investigação por suspeita de fraude e direcionamento de compras públicas de livros paradidáticos sem licitação.

No caso do Codevale, o contrato com Gabriel Taquino foi firmado em 20 de janeiro de 2026, com vigência de 12 meses e valor mensal de R$ 10 mil, totalizando R$ 120 mil. O objeto do acordo era a prestação de assessoria e consultoria jurídica ao consórcio. Após a prisão do advogado, o Codevale informou que adotaria medidas para rescindir o contrato.

A reportagem que revelou as compras sem licitação aponta que, em Mato Grosso do Sul, ao menos 12 prefeituras contrataram a editora entre 2022 e 2026. No recorte do Vale do Ivinhema, porém, o foco se concentra nas quatro cidades ligadas ao consórcio regional e que, juntas, movimentaram mais de R$ 1,8 milhão em contratos com a empresa investigada.

 

Redação

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