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Consórcio do Vale do Ivinhema deve rescindir contrato após desdobramentos da Operação Gutenberg

Consórcio do Vale do Ivinhema deve rescindir contrato após desdobramentos da Operação Gutenberg
Alguns dos livros paradidáticos adquiridos pelas prefeituras de Mato Grosso do Sul. (Foto: Reprodução)

O Consórcio Público de Desenvolvimento do Vale do Ivinhema (Codevale) deverá rescindir, nos próximos dias, um contrato de prestação de serviços jurídicos no valor de R$ 120 mil, após os desdobramentos da Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

O contrato, firmado em janeiro deste ano, previa a prestação de assessoria e consultoria jurídica especializada ao consórcio pelo período de 12 meses, com remuneração mensal de R$ 10 mil. Entre as atribuições estavam o apoio ao planejamento estratégico, orientação em contratações públicas, fiscalização e gestão de contratos administrativos, além da emissão de pareceres jurídicos.

 

Segundo informações divulgadas pelo Campo Grande News, a assessoria jurídica do Codevale informou que já recomendou a notificação para a rescisão contratual, medida que deve ser formalizada nos próximos dias. A justificativa é que, além da investigação em andamento, os serviços contratados já não estariam atendendo às necessidades do consórcio.

A reportagem também destaca que quatro municípios integrantes do Vale do Ivinhema, Anaurilândia, Deodápolis, Ivinhema e Novo Horizonte do Sul, aparecem entre as prefeituras que adquiriram, sem processo licitatório, materiais paradidáticos de uma editora investigada na Operação Gutenberg.

De acordo com o levantamento, os contratos firmados por esses municípios somam aproximadamente R$ 1,8 milhão. No total, ao menos 12 prefeituras de Mato Grosso do Sul realizaram contratações com a empresa entre 2022 e 2026, alcançando cerca de R$ 22,1 milhões.

A investigação do Gaeco apura suspeitas de fraude e direcionamento em compras públicas de livros paradidáticos. Conforme as investigações, o volume de recursos públicos relacionados ao suposto esquema pode chegar a R$ 27 milhões.

Ainda conforme esclarecimento prestado pela assessoria jurídica do Codevale, o contrato firmado pelo consórcio era independente das administrações municipais e não possuía qualquer relação com os contratos celebrados pelas prefeituras investigadas. O serviço era prestado exclusivamente ao consórcio, sem participação dos municípios nas atividades contratadas.

A Operação Gutenberg segue em andamento, e o caso continua sendo acompanhado pelos órgãos responsáveis pela investigação.

 

BATANEWS/REDAçãO

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