Suspeita é de que crianças estivessem brincando com isqueiro
A família do menino de 7 anos que morreu intoxicado pela fumaça durante um incêndio em uma residência em Terenos, a 32 quilômetros de Campo Grande, se despediu em velório realizado nesta segunda-feira (29). A tragédia aconteceu na noite de domingo (28).
O sepultamento ocorreu às 16h, no cemitério municipal da cidade. A situação comoveu a comunidade, e, abalados, amigos e familiares estiveram presentes e lamentaram a morte da criança. O menino faria aniversário no mês de novembro.
O incêndio teria ocorrido por volta das 20h e a vítima teria se escondido atrás do sofá de um quarto para se proteger. Havia outra criança dentro da residência e uma terceira do lado de fora.
A criança que estava do lado de fora teria tentado entrar no imóvel, mas viu a fumaça e avisou os adultos do lado externo. Assim, a família entrou para tentar resgatar o menino de 7 anos, mas o excesso de fumaça atrapalhou e ninguém o encontrou a tempo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas, quando a equipe chegou, a criança já estava sem vida. Na residência, também estavam um idoso e outra criança, que conseguiram sair.
Investigação
Na manhã desta segunda-feira (29), uma equipe da Polícia Civil e da Polícia Científica esteve na residência para realizar levantamentos e recolher itens para as investigações. No momento do incêndio, a família realizava uma confraternização do lado externo do imóvel, enquanto as crianças brincavam dentro da residência. De acordo com o delegado Matheus Crovador, uma terceira criança viu o fogo e chamou a família.
Os familiares entraram na casa para apagar as chamas, mas, quando abriram a porta, o fogo já tinha se alastrado. Houve uma explosão e o menino de 7 anos não resistiu aos ferimentos. O delegado explicou que depende da perícia redigir o laudo para guiar a investigação policial.
Os peritos também recolheram um isqueiro no quarto atingido pelo incêndio e apuram possíveis causas elétricas ou contato direto do fogo. Após a análise da perícia na casa, um laudo será elaborado e apresentado em até dez dias para colaborar com as investigações.
‘Tragédia é tragédia’
O Jornal Midiamax entrevistou, na manhã desta segunda-feira (29), o tio-avô da criança, Sandro da Silva. O familiar lamentou que a família tentou salvar o menino, mas não conseguiu entrar na residência.
“Isso daqui não é culpa de ninguém, é uma tragédia. Tragédia ninguém pode prever, só Deus para segurar. Tragédia é tragédia! Pode acontecer na sua família, pode acontecer na família de qualquer outra pessoa. Mas sempre alguém vai querer achar um culpado, né?! Nessas horas, a gente tem que confortar a família, não achar culpado”, ressaltou o familiar.
Heloisa Duim, Aline Machado